Clarissa Lima, Camila de Moraes e Fernanda Bastos anunciaram pela TVE-RS os vencedores do festival | Foto: Zeca Brito

Festival Cinema Negro em Ação: anúncio das produções premiadas consagra maior ação afirmativa do audiovisual gaúcho

Publicado em 28/11/2020

POR LUDWIG LARRÉ - ASCOM CCMQ


Vencedores são todos os participantes, realizadores e o público do I Festival Cinema Negro em Ação. A maior ação afirmativa do audiovisual gaúcho iniciou a mostra competitiva em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A apresentação dos premiados, na noite desta sexta-feira (27), esteve a cargo das jornalistas Fernanda Bastos, da TVE-RS; Clarissa Lima, assessora de Diversidade da Sedac e coordenadora de comunicação do evento; e Camila de Moraes, cineasta, idealizadora e curadora do festival.

O evento realizado pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e pelo Instituto Estadual de Cinema (IECine) – instituições da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac) – teve toda a grade, com mais de 20 horas de programação, transmitida ao vivo pela TVE-RS, pela Fanpage da CCMQ e pela plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.  


MENÇÕES HONROSAS

As primeiras distinções anunciadas foram as menções honrosas. Nas categorias videoclipe e videoarte os jurados, Ellen Corrêa (Macumba Lab), Thiarles Batista (IEAVi-RS) e Domício Grillo (TVE - RS) destinaram Menção Honrosa Nacional para o videoclipe “Killa – Enme”, com direção de Jessica Lauane, do Maranhão, e para a videoarte “Canudos em minha pele”, dirigida por Rosa Amorim, de Pernambuco.

Na categoria curta-metragem, com júri composto por Daniel Rodrigues (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul), Gautier Lee (Macumba Lab), Luiz Felipe de Oliveira Teixeira (Conselho de Ações Afirmativas do IECine) e Pedro Caribé (Cinema de Terreiro, Salvador - BA), a Menção Honrosa Local ficou com a atriz Manuela Miranda, do filme “Quero ir para Los Angeles”, de Juliana Balhego. A Menção Honrosa Nacional Filme Revelação foi para “Inspirações”, de Ariany de Souza e equipe, do Rio de Janeiro. Quem recebeu Menção Honrosa Nacional Filme de Ficção foi “Faixa De Gaza”, de Lúcio César Fernandes Murilo, da Paraíba. Já a Menção Honrosa Nacional Filme Infanto-Juvenil, coube a "4 Bilhões de Infinitos", de Marco Antonio Pereira, de Minas Gerais.

A categoria longa-metragem, julgada por Jessé Oliveira (IEACen-RS), Mário Costa (Macumba Lab), Gisela Pérez Fonseca e Felipe Aljure (Festival Internacional de Cinema de Cartagena de Indias/Colômbia) destacou com Menção Honrosa Nacional o filme “De Cabral a George Floyd. Onde arde o fogo sagrado da liberdade”, de Paulinho Sacramento, do Rio de Janeiro.


PREMIAÇÃO PRINCIPAL

A melhor roteirista negra do festival é da gaúcha Juliana Balhego, que ganha um ano de aceleração de carreira no Instituto Dona de Si, da atriz e escritora Suzana Pires.

O troféu da categoria videoclipe local ficou com “Cristal - Ashley Banks”, com direção de Cleverton Borges, que também ganha um prêmio de R$ 5 mil em alugel de equipamentos de produção em Porto Alegre. O melhor videoclipe nacional foi “Você Bagunçou Comigo - Hyago Sebaz feat. Allvdin”, dirigido por Jessica Lauane, do Maranhão. Além do troféu, o videoclipe da diretora maranhense também ganha como prêmio a exibição no Los Angeles International Music Video Festival.

Na categoria videoarte local, Valéria Barcellos ganhou o troféu e o prêmio de R$ 5 mil em locação de equipamentos com “Rituais Virtuais”. O troféu videoarte nacional foi para “Marvin.gif PART II”, de Marvin Pereira, da Bahia. Quem conquistou o troféu videoarte internacional foi “Travessia”, com direção de Terra Assunção, de Portugal.

O curta-metragem vencedor da categoria local foi “Flamingos”, com direção de José Pedro Minho Mello, que, além do troféu, recebe o prêmio de residência no Festival Internacional de Cinema de Cartagena de Indias. O melhor curta nacional é “Entremarés”, dirigido por Anna Andrade, de Pernambuco.

O filme  Raízes” é o melhor  longa-metragem do I Festival Cinema Negro em Ação. Além do troféu, a diretora Simone Nascimento e o diretor Wellington Amorim, de São Paulo, também recebem o prêmio de residência no no Festival Internacional de Cinema de Cartagena de Indias, na Colômbia.


ENCONTRO MERCADO E OPORTUNIDADES

O I Festival Cinema Negro em Ação contou ainda com o Encontro Mercado e Oportunidades, no qual os realizadores inscritos apresentaram projetos de longa-metragens e séries em desenvolvimento. Os 14 selecionados para os encontros com players convidados, como a plataforma Netflix, são:

  1. “As Cenas de amor e traição”, de Najla Carolina;
  2. “Aurora”, de Irene Santos, Fernanda Oliveira e Sátira Machado.
  3. “Agô”, de Uilson França;
  4. “Clubes Sociais Negros do Brasil”, de Paulo Rogério Lencina; 
  5. “Eclipse”, de Rikardo Santana-Silva
  6. “Em trânsito”, Victor Rodrigues e Rômulo Vieira;
  7. “Júlia”, de Juliana Balhego;
  8. “Lenda de Oriki”, de Kaya Rodrigues e Gabriel Faccini;
  9. “O dia, a noite e a eternidade”, de João Gabriel Rodrigues Machado;
  10. “Os pequenos crunonautas”, de Mariani Ferreira, Gautier Lee e Rodolfo de Castilhos Franco;
  11. “Pretas viajantes”, de Domênica Guimarães e Manoela Ramos;
  12. “Princesa Violeta contra o Rei Boladão”, de Veralinda Menezzes;
  13. “Telas Pretas”, de Gautier Lee;
  14. “Tragam-me a cabeça de Orum”, de Ariel Ferreira.


MELHOR CURTA PELO JÚRI POPULAR

A noite de premiação encerrou com a exibição do curta-metragem “A Namoradeira”, que tem roteiro e argumento de Veralinda Menezzes, com direção de Licínio Januário e Jéssica Barbosa. Ao fim da transmissão pela TVE-RS, a votação na Fanpage da CCMQ definiu “ Projeto Perigoso”, do diretor Fabrício Zavareze, como o melhor curta-metragem do I Festival Cinema Negro em Ação pelo júri popular, que leva o prêmio de R$ 1,5 mil concedido pela Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ).

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