Veralinda Menezzes é uma das realizadoras a comemorar as novas perspectivas | Foto: Drayson Menezzes

Realizadores selecionados no 1º Festival Cinema Negro em Ação participam da série de encontros Mercado e Oportunidades

Publicado em 09/02/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ


Como parte da primeira edição do Festival Cinema Negro em Ação, 14 projetos de desenvolvimento de séries e longas-metragens foram selecionados para o projeto Encontro Mercado e Oportunidades. A agenda de contatos vem reunindo profissionais negras e negros do mercado da produção audiovisual com players como a plataforma Netflix, o Canal Curta e a Casa de Cinema de Porto Alegre, entre outros.
 

Promovido pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e pelo Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – instituições da Secretaria de Cultura do Estado (Sedac), o Festival – realizado em novembro, Mês da Consciência Negra – teve mais de 300 inscritos entre os concorrentes nas categorias curta-metragem, longa-metragem, videoclipe, videoarte e os participantes do Encontro Mercado e Oportunidades. A iniciativa, já consolidada como a maior ação afirmativa do cinema no Rio Grande do Sul, reuniu produções de realizadores de estados de todas as regiões do Brasil e de países como Portugal e Cabo Verde.

A cineasta gaúcha Camila de Moraes, idealizadora e curadora do Festival, comemora a evolução e a intensidade dessas trocas. “Na semana passada, tivemos um encontro entre realizadores e a Netflix. Três desses projetos já foram apresentados em encontros com outros players e, esta semana, temos agenda para mais sete projetos com representantes da Prime Box Brazil e da Travel Box. Já tivemos encontros com o Canal Curta e com a Casa de Cinema de Porto Alegre. O Canal Curta demonstrou interesse em um dos projetos”, relata. Outros players a conhecer os projetos e interagir com realizadores são a Produtora Atama Filmes, de Porto Alegre, e a Filmes de Junho Produtora, de Santa Maria.

Camila de Moraes destaca que o Encontro Mercado e Oportunidades busca viabilizar uma produção audiovisual de qualidade, com suporte para produções bem estruturadas e perspectivas sólidas de exibição. “Conectar realizadores com players é a real construção de pontes. Estamos preocupados em construir caminhos, dando condições para que isto aconteça e que histórias magníficas possam sair do papel. Estamos vivendo momentos ricos de muito aprendizado, trocando saberes e expertises. É lindo demais ver o brilho nos olhos desses realizadores ao apresentar seus projetos. Poder vivenciar esse momento ao lado deles é único, é forte, é potente”, afirma.

Os realizadores reafirmam essa percepção. “Como mulher, negra, idosa e gaúcha, agradeço por poder ocupar esse espaço de pessoas que estão mudando o imaginário da sociedade através do audiovisual, principalmente em meu Estado, onde o imaginário popular acredita que não existam pessoas negras”, diz Veralinda Menezzes. “Este festival é uma excelente oportunidade para mostrar ao mercado de cinema o talento de cineastas negras e negros, onde somos protagonistas das nossas histórias”, complementa o realizador Paulo Lencina.

Domênica Guimarães é outra realizadora a festejar a oportunidade. “Vejo esse projeto como um divisor de águas, enquanto cineasta selecionada nesta edição. O Festival Cinema Negro em Ação e o Encontro Mercado e Oportunidades vêm dando fôlego aos realizadores, neste momento complicado da pandemia, fortalecendo a produção audiovisual negra nas lacunas estruturais. É um marco histórico de avanço coletivo, tanto no audiovisual quanto no movimento negro”, avalia. “Participar do evento Mercado e Oportunidades do Festival Cinema Negro em Ação é parte fundamental para ter um diálogo com o mercado, detectar as potencialidades e reforçar a motivação para avançar nas etapas de criação do projeto”, acrescenta a cineasta Juliana Balhego, que recebeu o prêmio especial do Instituto Dona de Si como melhor roteirista do Festival.

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