A ótica dos povos originários pelas rappers indígenas Kaê Guajajara e Katú Mirim

Katú Mirim, Kaê Guajajara e Renata Tupinambá no Casa Virtual Especial Culturas Indígenas

Publicado em 23/04/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ

 

A atração musical tem transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana na sexta-feira, 30 de abril, às 20h. O evento virtual é mais uma das ações que marcam a atenção da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) com as pautas dos povos originários.

O diretor da CCMQ, Diego Groisman, observa que as ações inclusivas e voltadas à diversidade, já características nas instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), garantem ainda mais oportunidades de valorização das culturas indígenas ao longo do ano. “A nossa programação integrada às culturas indígenas não vai se resumir ao mês de abril, pois temos convicção da importância desse espaço de expressão que nossa instituição está promovendo”. Groisman explica ainda que várias atividades com artistas indígenas, como debates e mostras de produções audiovisuais, estão planejadas para os próximos meses.

Além disso, um dos projetos selecionados para ocupar o espaço Vitrine CCMQ, que teve edital lançado em fevereiro, é do Complô Cunhã, grupo de artesãs Mbyá-Guarani. “Durante os meses de maio e junho, o coletivo será um dos beneficiados com ajuda de custo e a utilização de uma área expositiva no térreo da Casa de Cultura para expor e comercializar o artesanato tradicional”, detalha o diretor da instituição.

O Casa Virtual Especial Culturas Indígenas mais do que uma programação alusiva ao calendário, é uma celebração do compromisso da CCMQ com a cultura dos povos originários. “Será um momento de celebrar a força e a beleza da música neste encontro entre duas cantoras da nova geração, mediado pela Renata Tupinambá, uma das lideranças indígenas mais ativas no cenário nacional”, avalia Diego Groisman.

Casa Virtual Especial com Katú Mirim, Kaê Guajajara e apresentação de Renata Tupinambá

Rapper, cantora, compositora, atriz e ativista da causa indígena, Katú Mirim se destaca pelas letras, que traduzem a história da colonização sob a ótica indígena, bem como pela abordagem das questões de identidade, gênero e orientação sexual. Temas até então pouco discutidos, como indígenas em contexto urbano, resgate da ancestralidade e apropriação cultural também ecoam na voz da artista. Nascida no interior de São Paulo, Katú Mirim é filha biológica de pai indígena, do povo Boe Bororo.

Kaê Guajajara é natural de Mirinzal, no Maranhão, onde vivia em uma terra não demarcada, de onde por conta de conflitos com madeireiros, precisou se mudar para o Rio de Janeiro. Com timbres melódicos, sintetizadores e graves robustos, o posicionamento da rapper diante das questões étnicas e sociais é marcante. O processo criativo da artista traz uma conexão com a ancestralidade. "Eu sonho, gravo no meu celular a melodia que veio e junto com todas as coisas que eu já tinha escrito", explica.

Nascida em Niterói (RJ), Renata Tupinambá é jornalista, produtora, poeta, curadora, roteirista, artista visual, consultora e palestrante. Em 2013, foi co-fundadora da Rádio Yandê – primeira web rádio indígena do Brasil – voltada à difusão das realidades e culturas dos povos indígenas.


Casa Virtual Especial Culturas Indígenas
Quando:
30 de abril | sexta-feira
Horário: 20 h
Onde: Instagram @ccmarioquintana

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