Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã, no prédio do antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro | Foto: George Magaraia

Casa de Cultura Mario Quintana dá sequência à programação voltada às culturas indígenas

Publicado em 03/05/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ
 

A série Conversações tem mais uma edição nesta quarta-feira, dia 5 de maio. Com transmissão ao vivo, às 16h, pelo Facebook da CCMQ, Julia Xavante, Urutau Guajajara e Potyra Krikati, dialogam sobre o tema “Aldeia Marakanã: Rexistência, Educação e Arte”. A mediação está a cargo de Flavia Meireles e João Maurício Farias. O organizador do encontro é o pesquisador Lucas Icó.

A Aldeia Maracanã é uma resistência indígena urbana, localizada no prédio antigo do Museu do Índio, no Rio de Janeiro. O espaço comunitário de referência para os povos indígenas sedia a Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã. Como política afirmativa da identidade indígena, a universidade estabelece uma ponte entre os saberes dos povos ancestrais e a sociedade, com atividades que envolvem práticas sagradas, rodas de maracá, aulas de língua, cultura, bioconstrução, plantio, tear, artes gráficas, mostras de cinema indígena, visitação regular de alunos de escolas e universidades, entre outras.

Julia Xavante é professora de Artes do Estado do Rio de Janeiro, pesquisadora de arte e cultura indígena brasileira e promotora de eventos da Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã.

José Urutau Guajajara, um dos grandes líderes no movimento pelos direitos indígenas na cidade do Rio de Janeiro, é pesquisador de linguística do Museu Nacional da UFRJ e professor de língua e cultura indígena na FAETEC-ISERJ. Criado na Aldeia Guajajara, no estado do Maranhão, foi para o Rio de Janeiro ainda jovem para estudar e trabalhar. É um dos fundadores da Aldeia Maracanã no prédio abandonado do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio do Maracanã.

Potyra Krikati é artesã e ativista dos direitos dos povos indígenas.

Flavia Meireles é artista, pesquisadora e professora permanente de dança do CEFET/RJ.

João Maurício Farias é sociólogo e pesquisador dos povos Mbya-Guarani. Pós-Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), como servidor público, foi coordenador regional da Funai do Litoral Sul, com a incumbência de atender os povos indígenas Mbya-Guarani do Litoral do Paraná ao Rio Grande do Sul e o povo Xokleng, residente no interior de Santa Catarina. Atuou em temas como garantia de direitos humanos, direitos territoriais, educacionais e de saúde diferenciados; construção de políticas públicas com povos indígenas do sul do Brasil (com os povos Guarani, Xokleng, Kaingang e Charrua) e gestão pública indigenista.

Lucas Icó é bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UERJ (2014), pós-graduado pelo Programa de Artistas da Universidad Torcuato Di Tella, em Buenos Aires (2016), e mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-EBA-UFRJ (2019).


Conversações – Culturas Indígenas - Aldeia Marakanã: Rexistência, Educação e Arte
Quando:
5 de maio | quarta-feira
Horário: 16h
Onde: Facebook da CCMQ

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