Exposição Museu Baldio fica até 4 de setembro no Espaço Maria Lídia Magliani | Foto: Germano Scheller

Últimos dias para visitar a Exposição Museu Baldio na CCMQ

Publicado em 26/08/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ

 

A Exposição Museu Baldio, com obras sustentáveis de mais de 50 artistas gaúchos e de outros estados do País, ainda pode ser visitada até o dia 4 de setembro no Espaço Maria Lídia Magliani, junto ao Jardim Lutzenberger, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac).

Aberta à visitação desde o mês de junho, a exposição reúne ações transversais entre arte, sustentabilidade, soluções ambientais e iniciativas de inclusão social criadas em áreas degradadas do município de Alvorada. Já com a mostra em andamento, a exposição Museu Baldio agregou material produzido pelo projeto Interfaces Arquipélago: memória das Ilhas, narrativas e museus. Com sede na Ilha da Pintada, no Delta do Jacuí, a iniciativa contempla a mesma proposta artística, educativa e ambiental do coletivo de artistas de Alvorada.

As experimentações sócio-ambientais do Museu Baldio, desenvolvidas no Parque da Solidariedade, no município da região metropolitana, vêm surpreendendo o público pelo apelo estético da mostra coletiva de bioconstrução, cerâmica, processo têxtil, trabalhos impressos, fotos e videoclipes gravados nos espaços que o coletivo de artistas chama de “Badlands” de Alvorada. Com a mesma proposta, o projeto Interfaces Arquipélago agrega à mostra um mosaico de fotografias captadas por jovens participantes de oficinas com educadores e moradores das ilhas. A narrativa visual dá conta da diversidade de olhares sobre o Bairro Arquipélago, contando ainda com acervo do Museu das Ilhas, que apresenta objetos representativos da cultura ilhéu contemporânea.


PLANTIO DE ÁRVORE

Como parte das atividades propostas pela Exposição Museu Baldio, no dia 17 de agosto, integrantes do coletivo de artistas e moradores do Centro Histórico de Porto Alegre fizeram o plantio de uma árvore nativa na Praça Brigadeiro Sampaio, próxima à CCMQ. A iniciativa, coordenada pela bióloga e artista visual Cláudia Zanatta, uma das participantes da exposição, passou pela avaliação e aprovação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM).

O parecer emitido pela bióloga da SMAM Bibiana Cassol assinala o quanto o histórico da Praça Brigadeiro Sampaio dialoga com a proposta do Museu Baldio, no que diz respeito à recuperação sócio-ambiental de espaços degradados. “Há registros de que o local onde se situa a praça caracterizava-se como um lugar ermo, de mau aspecto; serviu de cemitério dos primeiros colonizadores; foi local de execuções por enforcamento de condenados à morte (Largo da Forca)”, lembra a bióloga Bibiana.

Conforme o documento da SMAM, a área que abrigava estaleiros da construção naval na Praia do Arsenal, foi aterrada, ajardinada, arborizada e urbanizada entre 1856 e 1859, recebendo um chafariz e passando a ser chamada Praça do Arsenal. Posteriormente, em 1860, chamou-se Praça da Harmonia, período em que recebeu nova arborização, com o plantio de 94 árvores. Em 1878, a área acolheu um rinque de patinação, sob licença da Câmara de Vereadores, tendo o nome alterado para Praça Martins de Lima. Em 1920, a área é desfigurada, tornando-se canteiro de obras durante a construção do porto. Em 1930, passa a ser denominada Praça Três de Outubro, em homenagem à Revolução daquele ano, porém, mantém-se descaracterizada até 1965, quando é promovida uma campanha pelo Estado e posteriormente pelo Exército para a reurbanização do espaço, que assume a atual denominação de Praça Brigadeiro Sampaio.

A espécie nativa escolhida para permanecer na área pública como legado da Exposição Museu Baldio foi uma caneleira ferrugem (Nectandra oppositifolia). A espécie de grande porte, típica da Mata Atlântica, tem como característica a copa densa, com folhagem de coloração ferrugínea e flores brancas. Indicada para paisagismo em grandes espaços, a caneleira ferrugem dá frutos muito apreciados por aves e pequenos mamíferos.

O ato de plantio da árvore também prestou uma homenagem à moradora Betty Kunz, que reside há quase 40 anos no Centro Histórico. Em uma ação coletiva, ao longo de quatro meses, a árvore estará sendo regada diariamente em um rodízio entre a equipe da CCMQ e moradores do entorno da Praça Brigadeiro Sampaio, que assumem a tutela da caneleira ferrugem.

 

Exposição Museu Baldio – últimos dias
Onde:
Espaço Maria Lídia Magliani, 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 - Centro Histórico)
Quando: até 4 de setembro | sábado
Horário de visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h.

CLIQUE PARA AMPLIAR
Patrocinador Master
Apoio
Realização