Casa Virtual consolida proposta de reunir jovens talentos e artistas consagrados | Fotos: José de Holanda e Fábio Audi

Chico César e Duda Brack no show de aniversário da CCMQ

Publicado em 22/09/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ
 

O paraibano Chico César faz o Casa Virtual Especial do mês de setembro ao lado de Duda Brack, jovem cantora e compositora gaúcha radicada no Rio de Janeiro. O show tem transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, às 20h do sábado, 25 de setembro, data em que a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), completa 31 anos. 

A CCMQ chegou a anunciar a participação de Lenine, mas o pernambucano precisou, de última hora, cancelar a agenda por motivo de força maior, plenamente justificável. “Foi com muita agilidade que conseguimos, em menos de 24h, viabilizar a participação de Chico César, artista da mesma grandeza de Lenine, que era nosso convidado inicial. Agradecemos o empenho de Lenine e a pronta disposição de Chico César em substituir o parceiro”, explica Diego Groisman, diretor da Casa de Cultura.

O evento mensal, que se tornou um dos principais projetos virtuais da CCMQ durante o período de distanciamento social, vem reunindo desde o ano passado músicos de diferentes gerações, promovendo o encontro de diversos jovens talentos da cena regional e nacional com artistas consagrados como Maria Rita, Adriana Calcanhotto, Filipe Catto, Marcelo Jeneci, Alice Caymmi e Moreno Veloso, entre outros.

O paraibano Francisco César Gonçalves nasceu em 26 de janeiro de 1964, no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba. Aos dezesseis anos, Chico César foi para a capital João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Nesse período, integrou o grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Mudou-se para São Paulo, aos 21 anos, trabalhando como jornalista e revisor de textos. Aperfeiçoou-se no violão, multiplicou suas composições e começou a formar o seu público. Suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico e sua carreira artística tem repercussão internacional.

O sucesso da turnê pela Alemanha, em 1991, fez Chico César  deixar o jornalismo para se dedicar exclusivamente à música. Foi quando formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum). Em 1995 lançava o primeiro CD “Aos Vivos” (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996, sucesso nacional e internacional com o álbum, “Cuscuz Clã” (MZA/PolyGram).

O quinto CD, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) começou a ser pré-produzido em Londres e teve participações especialíssimas de Nina Miranda e Chris Franck (integrantes da banda Smoke City), Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown. “De uns tempos pra cá” (2005), trouxe 12 faixas autorais em formato camerístico com o Quinteto da Paraíba. Com “Francisco Forró y Frevo”, em 2008, Chico César mergulha no espírito das festas populares nordestinas (carnaval e festejos juninos) e estabelece o diálogo entre estes ritmos e batidas universais, como o reggae e o ska. O frevo ganha a novidade da mistura da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador, criados por Dodô e Osmar. Depois do lançamento do DVD “Aos Vivos Agora” (2012), Chico César, que não lançava novo disco de inéditas há oito anos, trouxe à luz “Estado de Poesia” (2015), vencedor da 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018) na categoria melhor álbum de “Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk”.

O trabalho de 2019 faz um comentário robusto das vivências político-sociais, no convulsionado momento brasileiro. Todas as 13 faixas de “O Amor É um Ato Revolucionário” têm letra e música, assinadas apenas por Chico César. O álbum traz alguns convidados, como a adolescente paraibana Agnes Nunes (com quem Chico César divide os vocais em “De Peito Aberto”), a jovem cantautora pernambucana Flaira Ferro (em “Cruviana”) e o guitarrista paulistano Luiz Carlini (em “O Amor é um Ato Revolucionário”), que em um longo improviso revisita seu mitológico solo da primeira gravação de “Ovelha Negra” com Rita Lee e Tutti Frutti.

Aos 26 anos, radicada no Rio de Janeiro, a cantora e compositora gaúcha Duda Brack lançou em 2015 o primeiro disco solo, intitulado “É". Desde então, vem sendo apontada como uma das grandes vozes femininas a emergir na cena musical contemporânea. Festejada pela crítica especializada como artista revelação, abriu shows de Elza Soares, Otto e Alceu Valença. Em 2017, a convite de Charles Gavin (ex-Titãs) e da gravadora Deck, Duda gravou o álbum “Primavera nos dentes - tributo aos Secos & Molhados”. Muito bem recebida pelos integrantes da banda original, a gravação recebeu elogios de Ney Matogrosso.

O segundo disco solo de Duda Brack, “CaCo de ViDRo”, pelos selos Matogrosso (de Ney Matogrosso) e Alá Comunicação e Cultura (de Jorginho Veloso), tem lançamento programado para 15 de outubro. Heterogêneo e diverso, o álbum passeia por muitos gêneros musicais como maculelê, pagodão baiano, cumbia, folk e funk. Produzido pela própria Duda, em parceria com Gabriel Ventura, “CaCo de ViDRo” conta com a colaboração de Lucio Maia (Nação Zumbi), do grupo de percussão Os Capoeira, arranjos de cordas de Maycon Ananias, arranjos de sopros de Vitor Tosta e participação especial de Ney Matogrosso, Baiana System e Francisco Gil. O repertório do trabalho apresenta canções autorais de Duda, em parcerias com os amigos Chico Chico e Gui Fleming, e de outros compositores como Alzira Espíndola, Bruna Caram, Julia Vargas e Ian Ramil.

O diretor da CCMQ, Diego Groisman destaca o empenho da equipe curatorial ao definir as atrações desta edição especial do Casa Virtual, que celebra os 31 anos  do complexo cultural. “A obra musical de Chico César é fortemente alicerçada na poesia e faz com que a celebração dos 31 anos mantenha uma relação com Mario Quintana. A participação da gaúcha Duda Brack reforça uma ligação afetiva com a Casa de Cultura. A presença dos dois artistas reafirma nossa dedicação em proporcionar ao público o contato com grandes nomes ao mesmo tempo em que buscamos repercutir o trabalho de jovens talentos”, comenta Groisman.

 

Casa Virtual Especial 31 anos da CCMQ – Chico César e Duda Brack
Quando:
25 de setembro | sábado
Horário: 20h
Onde: Instagram @ccmarioquintana

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