Obras de Elias Moroso podem ser vistas pelas janelas da Travessa dos Cataventos | Foto: Suellen Gonçalves

CCMQ expõe obras de Denilson Baniwa e Elias Maroso em parceria com o Festival Kino Beat

Publicado em 18/11/2021

POR LUDWIG LARRÉ | ASCOM CCMQ

 

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), é um dos espaços que recebe a programação do 7º Festival Kino Beat. A instalação de Denilson Baniwa vai estar no Jardim Lutzenberger, no 5º andar, a partir de 27 de novembro. As obras de Elias Maroso podem ser vistas, até 30 de novembro, através das janelas das duas alas do térreo da CCMQ (Andradas, 736 - Centro Histórico de Porto Alegre).


O gaúcho Elias Maroso apresenta a instalação FM Bug, que, a partir de processos artesanais, relaciona autonomia tecnológica e produção artística. Maroso propõe uma aproximação aos princípios básicos da radiofreqüência, construindo derivações artísticas na forma de criaturas tecnológicas. A tecnologia da radiofrequência, fundamento estrutural da rede mundial de computadores, é o conceito em torno do qual orbita a concepção das obras. Com FM Bug, Elias Maroso procura trazer ao alcance das mãos o conhecimento pouco difundido das ondas portadoras.

O artista indígena Denilson Baniwa exibe individualmente seu trabalho pela primeira vez em Porto Alegre. A exposição-percurso INÍPO: Caminho de Transformação inicia no Goethe Institut, passa pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e se encerra na CCMQ. O lambe-lambe de grande dimensão “Repovoamento de uma cidade Floresta”, afixado à fachada e paredes que circundam o Jardim Lutzenberger, traz a figura de um pajé, que sopra de seu cigarro sagrado diversas espécies de animais, representando os saberes e poderes da comunicação transcendental. A fauna e a flora da obra de Denilson Baniwa se misturam às muitas espécies de plantas do jardim suspenso.

A 7ª edição do Festival Kino Beat, que conta com financiamento do Pró-cultura RS, programa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, tem o tema “Histórias de Outros Reinos”. O evento acontece em formato híbrido, com mostras presenciais e atividades on-line. Pelo Instagram @kinobeatfestival é possível acessar o filtro digital interativo Yawareté, que traz a figura da onça, característica do trabalho de Denilson Baniwa, e brinca com a ideia da transformação do humano em bicho e do bicho em humano.  O Festival tem direção de Gabriel Cevallos, que desenvolveu o processo curatorial com apoio de um grupo de trabalho formado por Adauany Zimovski, Camila Proto, Fernando Silva e Silva, Luísa Muccillo e Léo Tietboehl. A programação conta com mais de 30 atividades, reunindo artistas, pesquisadores, pensadores e ativistas em oficinas, curso, performances, instalações e exposições.


OS ARTISTAS

Nascido em Barcelos, no interior do Amazonas, Denilson Baniwa é indígena do povo Baniwa. Atualmente, vive e trabalha em Niterói, no Rio de Janeiro. Como ativista pelo direito dos povos indígenas, realiza, desde 2015, palestras, oficinas e cursos, atuando intensamente nas regiões sul e sudeste do Brasil e também na Bahia. Sua primeira exposição individual aconteceu no Centro Universitário Plínio Leite, em Niterói, no ano de 2011. Em 2018, realizou a mostra “Terra Brasilis: o agro não é pop!”, na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense, também em Niterói, como parte do projeto “Brasil: A Margem”. No mesmo ano, participou da residência artística da quarta edição do Festival Corpus Urbis, realizada no Oiapoque, no Amapá. Além de artista visual, Denilson é também publicitário, articulador de cultura digital e ilustrador, contribuindo para capas de livros e séries de TV. Em 2019, foi indicado ao Prêmio Pipa, vencendo a categoria on-line.

Elias Maroso é artista e pesquisador, natural de Sarandi, RS. Vive e trabalha em Porto Alegre, onde desenvolve pesquisa em artes visuais voltada ao objeto, intervenções espaciais e eletrônica aplicada. Realizou exposições coletivas em espaços como Ministerio de Educación y Cultura de Uruguay (Montevidéu), Museo San Fernando de Maldonado (Maldonado/Uruguai), Casa de Cultura Digital (São Paulo/SP) e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS, Porto Alegre/RS). É membro fundador do projeto Sala Dobradiça, com o qual participou da 7ª e da 8ª Bienal do Mercosul. No ano de 2019, foi premiado com uma residência artística no Druckwerkstatt, Kunst Quartier Bethanien (Berlim/Alemanha), pelo IV Concurso de Arte Impressa do Goethe-Institut de Porto Alegre. Em 2020, foi indicado ao 4º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea e ao Prêmio de Arte Contemporânea (Ano 11), sendo finalista da modalidade Prêmio PIPA Online 2020. Possui obras no acervo do Instituto PIPA, Rio de Janeiro/RJ (coleção Deslocamentos).

 

SERVIÇO:

Instalação “FM Bug” – Elias Maroso
Quando:
até 30 de novembro
Visitação: diariamente, das 10h às 20h
Onde: Térreo da CCMQ

Instalação “Repovoamento de uma cidade Floresta” – Denilson Boniwa
Quando:
a partir de 27 de novembro
Visitação: diariamente, das 10h às 18h
Onde: Jardim Lutzenberger, 5º andar da CCMQ

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