Encontro gratuito debate produção cultural de mulheres negras nesta segunda (25)

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) recebe nesta segunda-feira (25) o evento “Mulheres negras produzindo cultura”. O bate-papo irá reunir Nina Fola e Silvia Abreu, duas produtoras atuantes no mercado, para abordar os atravessamentos e aprimoramentos necessários para exercer a profissão. Com entrada gratuita, o encontro será mediado por Thaise Machado e acontece das 14h às 17h na Sala Sergio Napp 2, no segundo andar da CCMQ.

As participantes:

Nina Fola

Nina Fola é Egbomi do Terreiro Iyemonja Omi Olodo. Socióloga, mestranda cotista do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Ufrgs. Colaboradora dos grupos de trabalho LUTA e GeAfro/NEAB. Fundadora da Oscip Africanamente. Coordenadora do grupo de estudos Pensamento das Mulheres Negras Atinúké. Cantora e percussionista da Banda Afroentes, já foi produtora executiva da empresa Yahya Produções Artísticas no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

Silvia Abreu

Silvia Abreu é jornalista e produtora cultural, especialista em Produção e Gestão Cultural, atuando há 28 anos no RS. É docente no curso superior de Tecnologia em Produção de Espetáculos na Faculdade Monteiro Lobato. Atua como produtora e divulgadora nas áreas de teatro, circo, dança, música, cinema e artes plásticas. Recebeu o Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010, pela Funarte, por “Landell de Moura, O Incrível Padre Inventor”, em parceria com a Cia. Face&Carretos; Prêmio Funarte de Arte Negra 2012 por “Ori Orestéia” e Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2007 por “Antígona BR”, ambos com o Grupo Caixa-Preta, e Prêmio Fumproarte por “O Coração de Um Boxeador”, em 2011. Como produtora, foi distinguida pela Prefeitura de Porto Alegre com o Prêmio Açorianos de Melhor Produção em 1995 por “Jacobina, Uma Balada para o Cristo Mulher”, dirigida por Camilo de Lélis. Com o livro “Negro em Preto & Branco – História da População Negra de Porto Alegre”, escrito em parceria com Irene Santos e Daisy Barcellos, recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura Categoria Especial (2006). Em 2010 foi indicada ao Açorianos de Música – Categoria Produção Executiva, pelo CD “Ziringuindim”, de Zilah Machado. Em novembro de 2017 recebeu Menção Honrosa no 8º Prêmio Inovação em Educação, promovido pelo Sinepe-RS, pelo projeto “Cabruxa, A Bruxa Inventada”. Em 2016 produziu e divulgou o projeto “Café Fon Fon – Palco Musical” (Prêmio Funarte de Programação Continuada para a Música Popular 2015). Em abril de 2017, produziu a o espetáculo “O Topo da Montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, e, em maio do mesmo ano, trouxe o Balé da Rússia para apresentações no Teatro da Reitoria e no Teatro do Sesi, em Porto Alegre. É idealizadora do projeto “Cartografia dos Palcos – Mapeamento dos equipamentos culturais do RS”, em parceria com a jornalista Michele Rolim, distinguido, em 2018, com o Edital de Concurso “Pró-cultura RS FAC #juntospelacultura_2”.

Thaise Machado / foto: FT Casales

Thaise Machado é arquiteta urbanista formada pela faculdade Ritter dos Reis – Laureate (Uniritter/RS) e ativadora cultural. Idealizadora dos projetos “Negra Ativa”, “Festival Porongos” e “IBOKUN”, que estão residentes do RS Criativo, um programa da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac). Sócia-proprietária no IBOKUN Arquitetura e Design, junto ao Designer de Interiores Thiarles Batista, desenvolve projetos com viés social e identitário, ressaltando a cultura negra, tendo como foco deselitizar e horizontalizar o acesso e o conhecimento à arquitetura. Como cenógrafa, trabalhou em dois espetáculos da banda Afroentes no Salão de Atos da Ufrgs e no Teatro Bruno Kiefer. Em 2018, ministrou uma mesa de abertura denominada “Mulheres e Lugares Urbanos”, no 7º encontro internacional cidade, contemporaneidade e morfologia urbana: Mulheres e Lugares Urbanos, na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel/RS). Na graduação esteve presente nos processos de desenvolvimento e produção de encontros de estudantes de arquitetura e urbanismo, foi diretora regional sul e de relação externas da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e urbanismo (Fenea). Em 2014, recebeu o Prêmio Concurso Nacional de Ideais para Reforma Urbana.
Em sua trajetória, conta com diversas ações: foi curadora no evento cultural Bar do IAB, do Instituto dos Arquitetos Urbanistas do Brasil (IAB/RS), mesclando a cultura às questões de raça, classe e gênero; no cinema, trabalhou como diretora de arte no premiado curta metragem “Quero ir para Los Angeles” e assistente de produção no curta metragem “3 corpos, 6 mortes”; foi também uma das ativadoras culturais do “Segunda NEGRA”, projeto que discutia os fazeres artísticos negros, em todos os âmbitos das artes e do território brasileiro. Foi cocriadora, empresária e produtora cultural na empresa Três Tons Produtora, junto a Thiarles Batista e Carolina Moreira.
Constantemente é convidada para ministrar atividades e palestras em universidades públicas e privadas, abordando temáticas étnico-raciais, classe, gênero, voltadas para a produção cultural e/ou arquitetura e urbanismo. Presta consultoria e curadoria em projetos voltados para questões de interesse social, que proporcionem reflexões e possíveis mudanças na sociedade.

Voltar