Sala Marcos Barreto

Marcos Barreto (Santa Maria, 15/2/1959 – Porto Alegre, 14/8/2011)

Ator e diretor, em 2011 Marcos Barreto assumiu a direção da Casa de Cultura Mario Quintana. Foi coordenador de Artes Cênicas da Secretaria de Cultura de Porto Alegre de 2000 a 2003 e diretor do Festival Internacional de Teatro – Porto Alegre em Cena – em 2001 e 2002.

Atuou como oficineiro do Projeto de Descentralização da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre e como coordenador das do Projeto de Descentralização da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre de 1996 a 2000.

Iniciou sua carreira em 1976. Em 1981 mudou-se para o Rio de Janeiro onde se graduou no Curso Regular de Formação do Ator na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Em 1985 passou a atuar na Cia. de Ópera Seca com direção de Gerald Thomas onde permaneceu até 1990. Neste período participou como ator das peças: Matogrosso, Carmen com Filtro, Trilogia Kafka, Eletra com Creta, Um Processo e Uma Metamorfose.

Em 1991, retornou para Porto Alegre, onde iniciou a carreira de diretor com a peça Lovemember, de sua autoria, sucesso de público e crítica, apresentada no Teatro São Pedro. Dirigiu as peças: Quero Sim, escrita por João Gilberto Noll especialmente para o diretor, Zoo History, de Edward Albee, Eu e os Nós (criação coletiva com o grupo Górdios e Busílis), Pois é Vizinha (baseado em Una Dama Solla, de Dario Fo), A Cantora Careca de Eugene Ionesco, entre outras. Em

2004, dirigiu e interpretou, junto com a Cia. Gaúcha de Cantadore, o espetáculo Causos e Milongas – Um Musical Pampeano, com textos de Simões Lopes Neto, em várias cidades do RS.

Paralelamente continuou com a carreira de ator participando de diversas produções audiovisuais como Anahy de las Missiones, de Sérgio Silva, O Amante Amador e a Coisa Certa, ambas produções da Casa de Cinema de Porto Alegre e da minissérie A Casa das Sete Mulheres. Em 2005 fixou residência novamente no Rio de Janeiro , trabalhando na novela Vidas Opostas. Durante este período, dirigiu a peça Cassino Coração, de Frank D. Gilroy, e desenvolveu com o autor Paulo Bauler o projeto Os Diálogos de um Louco para dar continuidade na sua trajetória, agora unindo concepção e interpretação.

No ano de 2008, atuou no longa-metragem documentário Santa Catarina – A História não revelada, de Liliane Motta da Silveira. Também teve uma participação especial em A Favorita, como Joselito Baraúna. Em 2009, dirigiu a peça Afinidades Eletivas, adaptação feita pelo mesmo da obra de J. Wolfgang Goethe. Durante este período, teve participações em novelas como Viver a Vida, Malhação e Caras e Bocas. Também atuou em diversos filmes e curta-metragens, como A Invasão do Alegrete.

Seus últimos trabalhos foram os longas Cilada.Com, de José Alvarenga, e O Carteiro, de Reginaldo Faria, que foi apresentado no 39º Festival de Cinema de Gramado.